No metro das Olaias encontram as pegadas de Nininho Vaz Maia, num itinerário que vai até aos Restauradores – onde fica o coliseu de Lisboa – com escala na Alameda. Dia 30 saí o seu novo álbum “soy louco”, com apresentação pública no Coliseu a 6 de Maio com preço simbólico de 5€ para que ninguém fique de fora. A receita vai para a Casa da Juventude do Beato, nos realojamentos da Curraleira, espaço onde Nininho cresceu e trabalhou.
Poderia não haver muita emoção nisto tudo e ser apenas normal. Também o é por ser ele. As pegadas da estação das Olaias (onde fica o bairro) para os restauradores não é um caminho final porque Nininho é presente nas suas origens. Só já não é muito normal porque em épocas de narcisismo tecnológico, ele sabe quem é, e não se entrega a uma performance plástica e carente de personalidade total e sentido colectivo.
Em Nininho, o ninguém fica para trás, não é repertório político, é mais do que isso, é essência.

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